Há pessoas que vivem apenas das ideias das suas cabeças. Atravessam o mundo por elas. Resistem a todos os nãos. Mais cedo ou mais tarde brilham. Saber sofrer é saber vencer.

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25
Nov 09

 

 
 
 
 

As lendas são uma riqueza cultural que urge preservar.

Com o desaparecimento dos mais idosos vai desaparecendo também esta forma de cultura popular, com origem quase sempre em zonas rurais e criadas como forma de passar mensagens importantes ou provocar sentimentos de medo nas pessoas.

As lendas vão passando oralmente de geração em geração, sendo por vezes alteradas conforme a perspectiva do narrador e revelam a forma como os antepassados interpretavam acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais, e nasceram do imaginário das pessoas, umas vezes com base em acontecimentos reais como lendas sobre batalhas ou lugares, outras com base nas aspirações das pessoas, como a bela donzela que vivia reprimida e no final casa com um belo príncipe ou o vilão que acaba sendo severamente punido.

Apesar de terem um valor histórico menosprezado por muitos, revelam uma cultura que se está a perder e que faz parte das nossas raízes.   Por vezes as lendas, através das pistas que nos dão, ajudam a revelar factos á muito esquecidos e que apenas nos chegam através de histórias, alteradas muitas vezes ao longo de gerações, mas que no fundo tem sempre um fundo de verdade.

Muitas vezes ouvimos dos nossos avós lendas a que damos pouca importância, e que por isso se vão perdendo.

Será que somos capazes de guardar esses preciosos contos para um dia transmiti-los aos nossos netos?

 

publicado por Paulo da Silva às 23:25

16
Nov 09

 

 

Conta-se que á muitos anos atrás, um rapaz ainda de tenra idade, no caminho de regresso a casa viu uma janela de uma habitação aberta. Nessa janela estava um dedal muito velho e já gasto pelo uso. O rapaz travesso, como é próprio da idade, pegou no dedal, levou-o para casa e ofereceu-o á mãe.

A mãe, apesar de saber da proveniência do objecto, agradeceu dizendo-lhe:
– Da proxima vez que passares por lá, se vires uma tesoura, trá-la também!
O rapaz assim fez, e ignorando a gravidade da sua acção, continuou a trazer mais e mais coisas para casa, e de cada vez trazia objectos de mais valor, até que sem se dar conta, transformou-se num larápio.
Um dia foi apanhado em flagrante, e arrastado pela população em fúria até ao centro da freguesia, onde junto do pelourinho a justiça lhe ditou o destino, e que pela lei daquele tempo seria a morte na forca.
No dia em que seria cumprida a sentença, já no alto do cadafalso, com a corda ainda frouxa á volta do pescoço mas apertada nos seus pulsos, pediu que fosse cumprido o seu último desejo. O criminoso, odiado e desprezado por toda a população desejava despedir-se com um beijo naquela que o trouxera ao mundo e o educara, a sua mãe. E assim se cumpriu o seu desejo, só que no momento em que ia beijar sua mãe, com uma dentada feroz rasgou-lhe a carne da face arrancando-lhe o nariz e de seguida murmurou:
-Se quando roubei aquele dedal, velho e sem valor me tivesses repreendido e obrigado a devolve-lo eu hoje não estaria aqui. Por isso a ti agradeço este meu triste destino.
Texto adaptado a partir de um conto narrado pela avó Palmira com 93 anos, muito antigo. Desconhendo-se a sua origem.
Imagem extraida da internet

 

publicado por Paulo da Silva às 21:02

14
Nov 09

 

 

 Trabalho efectuado por Mìlton Silva (9 anos)

publicado por Paulo da Silva às 10:48
sinto-me:
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11
Nov 09

 

 "Fico imensamente feliz, porque mesmo assim sentado e totalmente imóvel

somente dispondo da pequena grande ajuda de um dedo consegui elaborar um livro, lançar, e ainda...
... a sua atenção!"
Helder Ferreira
 
 
É com estas belas palavras que este jovem de nome Hélder Ferreira nos surpreende nas primeiras páginas do seu livro.
Quis o destino que este jovem sofre-se um um AVC que o atirou para um mundo que apenas ele conhece e que agora, graças á tecnologia colocada ao seu dispor, começou a revelar.
Para além de uma obra literária este livro é um exemplo de persistência e esperança, pois apesar de ver seus projectos abruptamente condicionados, insiste em contrariar a sua sina, e de uma forma perspicaz e admirável conseguiu abrir novos caminhos e encontrar novas forças e objectivos a que se agarrar.
Este livro leva-nos numa viagem pelo sistema de saúde e pelo que passa uma pessoa, que aos olhos do mundo se encontra moribunda, mas no seu intimo se encontra consciente, cheio de vida mas incapaz de comunicar.
Um exemplo de vida e uma lição para todos nós que nos deixamos esmorecer perante pequenos problemas, que não passam de coisas insignificantes comparadas com aquilo com que o Helder tem que se debater todos os dias.
 
 Parabéns Helder, nunca deixes de escrever pensando, e quem sabe um dia, escrever falando.
 
Titulo: Escrevendo, Pensando   - 2ª EDIÇÃO
Autor: Helder Ferreira
Ano de publicação: 2009
Editora: Chiado Editora
publicado por Paulo da Silva às 08:12
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